O PROCESSO DE GLOBALIZAÇÃO NA AMAZÔNIA

O PROCESSO DE GLOBALIZAÇÃO NA AMAZÔNIA

 

 A origem do sistema capitalista está em um modo de produção que abrange o mundo de forma global, quando o que move a economia dos países dominantes, seria o mercantilismo e a exploração das terras americanas.

Este processo foi extremamente violento, pois os índios foram escravizados e privados do seu direito de ser dono de suas terras. Salazar estabelece três etapas no desenvolvimento capitalista no Amazonas: a primeira foi o capitalismo mercantilista de exportação e comércio colonial, com a coleta das drogas do sertão. Porém, essa matéria-prima rapidamente ficou escassa devido à coleta predatória, sendo, os índios, também sendo considerados uma droga e forçados a trabalhos forçados, resistindo a essa exploração, foram sendo eliminados, preocupando a Coroa, que regulamentou a força de trabalho indígena, assim como relações de trabalho vigentes no período.

A segunda etapa foi o capitalismo mercantilista de exportação e comércio matéria-prima (economia da borracha), o látex vinha sendo coletado muito antes da exigência industrial, ou seja, a borracha já era um produto comercializado, entretanto, só representava 35% dos produtos exportados, com a demanda mundial ela corresponderá a 90% da região.

Uma outra atividade econômica na região é a coleta de castanha, no inverno coletava-se castanha e no verão ocorria a coleta do látex. Contudo, com o extermínio dos índios, não havia trabalhadores suficientes para suprir a demanda da produção, e em 1877, muitos imigrantes nordestinos chegam à Amazônia para trabalhar na borracha, fugindo de sua região devido a seca.

Com a expansão da produção asiática, ocorre uma crise na Amazônia. 1942 o Brasil compromete-se em fornecer aos EUA, na Segunda Guerra Mundial, matérias-primas estratégicas com a borracha, e com isso aumenta-se a produção da borracha, porém, com o término da guerra a Amazônia volta ao estado de estagnação.

O Amazonas entra estão na terceira e última fase, capitalismo industrial financeiro(implantação da zona franca de Manaus) em 1960, recebendo injeção de recursos do capital estrangeiro. Em 1966 as orientações básicas da nova política foram normatizadas na lei n° 5.173 que estabelece pólos de desenvolvimento, proporciona incentivos ao capital privado e pesquisa o potencial de recursos naturais. A mesma legislação criou o Banco da Amazônia e a superintendência do desenvolvimento da Amazônia, incentivando que a iniciativa privada se fixasse na região.

No período de 1976- 1990 é criado o Distrito Industrial de Manaus, onde a mão-de-obra absorvida foi preponderantemente feminina e sem qualificação. Houve um crescimento acentuado do setor, devido ao acesso de tecnologias modernas, porém em 1991 caracteriza-se com um período de crise devido a entrada de produtos estrangeiros no país, onde a ZFM é obrigada a adequar o seu setor industrial reduzindo os custos para propiciar maior competitividade com os seus produtos.

Segundo Jorge Gregório a globalização é uma ideologia assimétrica e perversa que só tem interesse ao lucro favorável ao primeiro mundo e apresenta-se com um discurso sedutor de mercado livre, democracia, ciência, tecnologia e progresso acentuando as diferenças sociais, o que se torna um paradoxo com a lei quando diz que todos somos iguais perante a lei, entretanto os salários são deferentes. Vivemos hoje em uma ditadura globalizada em que o general é o capital financeiro especulativo internacional, onde a Amazônia é um laboratório experimental de ações.

O processo educativo na Amazônia está vinculado ao de globalização, transformando o aluno em andróide e colocam os profissionais de educação em um castigo, pois possuindo teorias que nem sempre conseguem por em prática, constatam práticas que não conseguem teorizar.

Portanto só poderá dizer-se que se tem uma educação de qualidade na região, quando se reconstruir um pensamento de igualdade, valorizando não o capital em primeiro plano, e sim o ser humano, a sociedade como um todo, para que todos independentes da origem, raça, ideologia, tenham acesso ao conhecimento e sejam valorizados pela sua cultura, não aceitando uma cultura exportada matando sua verdadeira identidade.

GLOBALIZAÇÃO, AMAZÔNIA, educação

segunda 14 setembro 2009 16:19 , em Textos



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