projetos para Educação Infantil

Projeto CD de acalantos

Blog de kellymattos :PROFESSORA KELLY MATTOS, Projeto CD de acalantos

Propostas didáticas orientadas para o trabalho com acalantos

 

 

Título da atividade: CD de acalantos

 

Objetivos:

Sabendo que “A linguagem musical é excelente meio para o desenvolvimento da expressão, do equilíbrio, da auto-estima e autoconhecimento, além de poderoso meio de integração social.”  (RCNEI, 1998, p.49). Objetiva-se ampliar o repertório de canções de ninar que pais e professores cantam para as crianças. Aproximar os pais da escola, com troca de informações sobre o que os pequenos ouvem em casa na hora de dormir.

 

Segmento escolar

1º ano da educação infantil

 

Atividades

1ª etapa

Fazer uma relação das cantigas de ninar mais conhecidas para cantar com as crianças. Preparar a sala, ou outro cantinho da escola, para que fique bem aconchegante, com colchões, almofadas, cobertores e um boneco parecido com um bebê, deixar a sala com iluminação baixa e colocar uma música instrumental ambiente quase inaudível, escolha um nome que identifique esse local, ex.: “cantinho de  ninar”  depois do recreio levar as crianças para esse local, pedir que elas se sentem nos colchões, realizar exercícios de respiração para que elas se acalmem e relaxem. Pegar o boneco no colo e dizer que há um bebê na sala, mas o bebê está agitado, como será  que se pode  faze-lo dormir? As crianças poderão sugerir que se cante para ele, perguntar qual música que se deve cantar, e a turma deverá cantá-la bem baixinho, cantar outras para verificar quais músicas de ninar as crianças conhecem, se não conhecerem nenhuma o professor poderá ensinar a mais fácil “nana nenê” para as crianças. Depois de cantar algumas músicas, dizer que o bebê adormeceu, pedir que as crianças se deitem e realizar um exercício de relaxamento, cantar novamente a cantiga “nana nenê” e deixar os pequenos adormecerem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2ª etapa

Na reunião de pais, falar sobre a proposta de trabalhar com canções de ninar, perguntar quais as músicas entoadas em casa e perguntar para os pais quais as músicas que ouviam para dormir de seus pais, avós ou tios. Convide todos para gravar as músicas de ninar, os dias de gravação serão agendados previamente, e serão realizadas no “cantinho de ninar” sempre na hora do descanso das crianças.

 

 

3ª etapa

Com as gravações concluídas, fazer cópias dos Cds e distribuir para as famílias, fazer momentos de apreciação musical no “cantinho de ninar” e perguntar se os pequenos reconhecem  as vozes dos pais e as vozes delas mesmas no CD.

 

4ª etapa

Agora que as crianças aprenderam um repertório bastante amplo de acalantos, poderão ser realizadas encenações de alguns desses acalantos e convidar os pais para assisti-los.

 

Avaliação: Observar como os pequenos reagem ao ouvir as vozes dos pais, perguntar dos pais se eles cantam mais para os filhos em casa, como se sentem fazendo isso e de que maneira as crianças interagem nesse momento.

 

Materiais:       

Cd, gravador portátil, aparelho de som, colchões, almofadas,  um boneco.

 

Tempo:

Em torno de dois meses.

 

 

Fonte:

POLATO, Amanda. Linguagem musical sintonia fina. NOVA ESCOLA. 24, N.225, p. 81-82. Set. 2009.

 

Referências:

MAIOR, Mario Souto. CANTIGAS DE NINAR: ORIGENS REMOTAS. Santa Catarina: Imprensa oficial,  1993-1994.

Mario Souto Maior : Cantigas de Ninar: Origens remotas. Boletim da Comissão Catarinense de Folclore, Imprensa Oficial do Estado de Santa Catarina. 1993-1994.

Brasil. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação

Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil /

Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação

Fundamental. — Brasília: MEC/SEF, 1998.

 

 

 

 

 

 

LETRAS DE ACALANTOS POPULARES

 


Boi da cara preta

 

Boi, Boi, boi
Boi da cara preta
Pega essa menina
Que tem medo de careta

 

 

Nana Nenem

 

Nana nenem
que a cuca vem pegar
papai foi pra roça
mamãe foi trabalhar
Desce gatinho
De cima do telhado
Pra ver se a criança
Dorme um sono sossegado

 

Sapo Cururu

 

Sapo Cururu na beira do rio
Quando o sapo grita, ó Maninha, diz que está com frio
A mulher do sapo, é quem está lá dentro
Fazendo rendinha, ó Maninha, pro seu casamento

 

Dorme meu filhinho

 

Dorme, dorme, meu filhinho / é noite, papai já veio / Teu maninho também dorme / embalado no meu seio. // Dorme, dorme, meu filhinho / que as aves já estão dormindo / E as estrelas cintilantes / lá no céu estão luzindo // Anunciando que horas / o galo cocoricou / E lá na torre da igreja / a mesma hora soou.

 

Acordei de madrugada

 

Acordei de madrugada, / Fui varrer a Conceição, / Encontrei Nossa Sra / Com seu raminho na mão. // Eu lhe pedi um raminho, / Ela me disse que não, / Eu lhe tornei a pedir, / Ela me deu seu cordão. // Numa ponta Sto Antônio, / Noutra ponta São João, / No meio Nossa Sra / Com seu lencinho na mão.

 

Pirulito Que Bate-Bate

 

Pirulito que bate bate
Pirulito que já bateu
Quem gosta de mim é ela
Quem gosta dela sou eu

Pirulito que bate bate
Pirulito que já bateu
A menina que eu gostava
Não gostava como eu

 

Bicho tatu

 

Bicho tutu
Sai de cima do telhado.
Deixa o meu nenê
Dormir sossegado.

 

Nanai, meu menino

 

“Nanai, meu menino,
  Nanai, meu amor;
  Que a faca que corta
  Dá talho sem dor”.

                                         

Boizinho, boizinho

 

“Boizinho, boizinho,
  Que está no curral;
  Vem ver o menino
  Que não quer nanar”.

 

Sapo-cururu

 

“Sapo-cururu
Da beira do rio,
Quando o sapo canta, ó maninha,
Dia que está com frio...”


 


Xô xô pavão

 

“Xô, Xô, Pavão
Sai de cima do telhado
Pra ver se o menino
Dorme um sono sossegado”.

 

O Meu Boi Morreu

 

O meu boi morreu
O que será de mim
Mande buscar outro,oh Morena
Lá no Piauí

O meu boi morreu
O que será da vaca
Pinga com limão, oh Morena
Cura urucubaca

 

Alecrim Dourado

 

Alecrim, Alecrim dourado
Que nasceu no campo
Sem ser semeado
Alecrim, Alecrim dourado
Que nasceu no campo
Sem ser semeado

Foi meu amor
Que me disse assim
Que a flor do campo é o alecrim
Foi meu amor
Que me disse assim
Que a flor do campo é o alecrim

 

A Boneca

 

Tenho uma boneca assim, assim
Veio de Paris pra mim, pra mim
Ela diz Papá, Mamã também
Ela fecha os olhos, nana bem

Tenho uma boneca assim, assim
Veio de Paris pra mim, pra mim
Ela diz Papá, Mamã também
Ela fecha os olhos, nana bem

Tenho uma boneca assim, assim
Veio de Paris pra mim, pra mim
Ela diz Papá, Mamã também
Ela fecha os olhos, nana bembém (BIS)

 

Terezinha de Jesus

 

Terezinha de Jesus de uma queda
Foi-se ao chão
Acodiram três cavalheiros
Todos de chapéu na mão

O primeiro era seu pai
O segundo o seu irmão
O terceiro foi aquele
A quem a Tereza deu a mão

Terezinha levantou-se
Levantou-se lá do chão
E sorrindo disse ao noivo
Eu te dou meu coração

Da laranja eu quero um gomo
Do limão quero um pedaço
Da menina mais bonita
Quero um beijo e um abraço

 

Peixe Vivo

 

Como pode o peixe vivo
Viver fora da água fria
Como pode o peixe vivo
Viver fora da água fria

Como poderei viver
Como poderei viver
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia

Os pastores desta aldeia
Ja me fazem zombaria
Os pastores desta aldeia
Ja me fazem zombaria

Por me verem assim chorando
Por me verem assim chorando
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia

sábado 28 novembro 2009 14:14 , em projetos para Educação Infantil


A dramatização como forma de expressão

DRAMATIZACÃO

 

 

O valor didático do teatro já se sentia na Grécia Antiga, pois esta arte era considerada parte da educação de um grego. Marcando a divisão clássica entre a comedia e a tragédia, a cidade parava para assistir as obras de Ésquilo, Eurípides e Sófocles. Tais autores influenciaram muito o teatro e suas peças que são encenadas ate hoje.

Esta arte exige do homem diversas habilidades, tais como, a voz, a expressão corporal e facial, a riqueza do texto e de sua interpretação. Os exercícios e exigências destas habilidades fazem com que a dramatização possa ser um importante fator de diversos aspectos de desenvolvimento.

Trabalhando a dramatização com objetivos educacionais o que importa são os aspectos sociais e psicológicos da criança que se processam no decorrer do processo.

Nos primeiros anos de vida a função de representar e uma manifestação espontânea, importante para a compreensão do mundo e do desenvolvimento da criança. E a forma que ela encontra para interagir, promover o equilíbrio com o meio ambiente.

 

 

A dramatização como forma de expressão

 

Dentre os mais importantes fatores do uso da dramatização estão a desinibição e a auto-estima. O exercício de apresentações constantes, no seio do pequeno grupo, ira contribuir com a estabilidade capaz de enfrentar públicos maiores. O fato de trabalhar com objetivo definido, atrativo e ao mesmo tempo prazeroso, favorecem o empenho e a dedicação.

A dramatização irá exercitar a observação, atenção e disciplina, será sempre vista com adesão a princípios ideais para o bem do grupo.

A criança necessitara expressar aquilo que deseja dentro do contexto que se encontra a historia. Outras formas de expressão também poderão ser solicitadas, através de variações do figurino, no uso de um objeto, por exemplo, uma flor para demonstrar um sentimento de amor, de amizade, etc.

As diferentes formas de expressão necessárias para exprimir os diversos tipos de peças teatrais, comédias, dramas, textos românticos ou jornalísticos, também serão motivo de reflexão e experimentações úteis a vida diária e a futuras composições.

A dramatização também poderá ocorrer através de outras formas de expressão, como o uso de fantoches, de bonecos do tipo ventríloquo, teatro de sombras, marionetes. Estes usos poderão desenvolver outras habilidades mais ligadas ao artesanato. Estes artifícios poderão ajudar seus atores mis inibidos que através de seus bonecos-personagens poderão se soltar mais.

A dramatização como convívio social

 

Desde a apresentação do que fazer ao como fazer, e ao fazer propriamente dito, as interações entre os alunos poderá proporcionar um contexto que exigirá ouvir e acolher opiniões, desenvolver e expressar as próprias, saber avaliar quais de interesse do grupo. Este desafio em grupo irá exigir que cada um conheça seus direitos e perceba a necessidade de tê-los legitimados.

Estas interações se darão através do diálogo, respeito mútuo e respeito às diversidades, pois o teatro é uma expressão coletiva onde se aplica uma relação de cooperação. Cada um tem seu papel e deve executá-lo em harmonia.

 

 

Veículo de mensagem e de expressão do belo

 

 

Trabalhar com dramatização irá possibilitar a visão de sentimento e situações, a aquisição de novas formas de expressão e vocabulário e de experiências estáticas e culturais.

Tal como as histórias, a vivencia com os temas utilizados para as representações permitirão o senso crítico, o desenvolvimento da imaginação e da criatividade.

A dramatização permite o acesso as obras literárias diversas, o que se torna um estímulo a leitura e ao aprendizado em geral., incentiva a curiosidade que leva a pesquisa em fontes de documentação.

Participar de apresentações teatrais seja de forma ativa ou como espectador contribui com um refinamento de senso do belo, de expressão estética e de valorização da cultura clássica popular.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ATIVIDADES REALIZADAS

 

DRAMATIZAÇÃO

 

Atividade elaborada e apresentada por meio de dramatização.

 

 

A GATA MALANDRA

 

Narrador: D. Gata era muito esperta, malandra e preguiçosa. Ela não gostava de trabalhar e por isso passava fome. D.Coelha ao contrário, trabalhava muito, sua casa estava sempre arrumada e tinha sempre comida a vontade.

Um dia D.Gata estava faminta e resolveu fazer uma visita a D.Coelha para saciar sua fome.

Lá chegando, começaram a conversar e a gata contou que tinha três filhos, o que era mentira. Nisso avistou sobre um armário um vidro cheio de melado e ficou doida para comê-lo, mas D.Coelha não o ofereceu.

Aproveitando uma saída de D.Coelha a cozinha, D.Gata começou a beber o melado. Ao voltar D.Coelha perguntou

_Vizinha, como se chama o seu filho mais velho:

 

E ela respondeu:

-Começou.

 

D.Coelha ficou intrigada com esse nome, mas ficou quieta, nada falou.

No dia seguinte, D.Gata voltou à casa da vizinha, esperou uma saída dela até a cozinha e bebeu o melado ate a metade.

Voltando da cozinha, D.Coelha perguntou:

-Vizinha, como se chama o seu segundo filho?

-Tá no meio.

No dia seguinte, novamente D.Gata voltou e esperou a saída de D.Coelha e bebeu o melado todinho.

A coelha já estava desconfiada que alguma coisa estranha estava acontecendo e perguntou:

-Como se chama o seu terceiro filho, vizinha?

_Acabou.

D.Coelha que já estava desconfiada, falou:

_Espere um pouco vizinha.

Ela então foi até o armário e constatou que a gata tinha bebido todo o seu melado e resolveu dar uma lição na gata preguiçosa. Fechou a casa e mandou a gata trabalhar para pagar o melado que havia comido. Só a deixou sair quando acabou de fazer todo o serviço.

 Ao termino, D.Coelha falou:

_ D.Gata, a senhora poderia ter pedido um pouco de melado que eu lhe daria. Isso que você fez é muito feio. Também deixe de ser preguiçosa e vá trabalhar.

D.Gata foi embora muito envergonhada, pensando no que D.Coelha lhe falara.

 

 

 

OBJETIVO DAS ATIVIDADES REALIZADAS

 

 

Dramatização:

v    Trabalhar os conceitos matemáticos de noção de quantidade ao manusear o litro de melado: começou, ta no meio e acabou.

v    Noções de números ordinários: primeiro, segundo e terceiro.

v    Conversar com a criança sobre a origem do próprio nome, se gostam dele, quem lhes deu esse nome ( fazer a dinâmica da Olaria de Deus )

 

 

Jogos Pedagógicos

 

 

Jogo dos dados:

v    Possibilita a percepção visual, através da coordenação motora, constância da percepção, observação, atenção, alfabetização.

v    Modo de fazer: montar dois dados em papel cartão. Em um dos dados desenhar ou colar figuras. No outro dado escrever as palavras correspondentes.

v    Modo de jogar: a criança joga os dados de uma só vez. Ganha o jogo quem acertar mais.

 

Começou, Tá no meio, acabou

 

v    Possibilita percepção visual, figura-fundo, atenção, observação, conceitos matemáticos.

v    Modo de fazer: Pintar ou colar papel colorido em três garrafas plásticas. Na primeira, cobrir quase toda a garrafa, na segunda, cobrir até a metade. Na terceira, colar ou pintar somente uma tira bem fina.

v    Modo de jogar: Os conceitos matemáticos poderão ser trabalhados concretamente. As crianças poderão fazer chocalhos com as garrafas.

 

 

 

 

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

 

FERREIRA, Aurora. Contar histórias com arte e ensinar brincando: para a educação infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental. Rio de Janeiro: Walk Ed. 2007.

 

 

 

 

 

 

 

 

segunda 14 setembro 2009 16:25 , em projetos para Educação Infantil


o desenho como mediador da aprendizagem

Tema

 

            O desenho como mediador da aprendizagem: um olhar sobre a educação infantil.

 

 

Justificativa

 

 

Procurar analisar e compreender a influência do desenho para o desenvolvimento cognitivo de crianças na educação infantil. O motivo pelo qual foi escolhido este tema se deve a relevância do desenho como meio de expressão de suas habilidades intelectuais. Visando contribuir para a inserção desta primeira escrita como ferramenta de aperfeiçoamento das atividades infantis.

As questões norteadoras que conduzem na busca de respostas significativas em relação ao tema abordado, conduzem a desvalorização do desenho em sua essência como instrumento de desenvolvimento psico-motor e da comunicação da criança, e na maioria das vezes é considerado como um passatempo sem importância.

Para realização deste tipo de atividade lúdica na sala de aula seriam necessárias reflexões pertinentes à formação do professor de educação infantil que não é devidamente preparado para buscar no desenho maneiras de aprendizagem eficazes.  Além desses profissionais também não obterem acesso e disponibilidade de material especifico para a realização desta prática.

 

Discussão da Problemática

 

Em sua definição segundo o site Wickpédia o desenho é um suporte artístico ligado à produção de obras bidimensionais, diferindo, porém, da pintura e da gravura. Neste sentido, o desenho é CONCEBIDO tanto como processo quanto como resultado artístico. Através da história o desenho REELABOROU significados em cada período especifico da história. Como SE PODE perceber nos tempos pré-históricos o desenho era considerado como se tivesse alma própria, muito relacionada a conceitos tribal-religiosos, e apenas com o passar do tempo é que se disseminou o aspecto expressivo, de uma linguagem da expressão subjetiva de cada individuo.

O desenho, da MANEIRA COMO se deseja explicitar nestA PESQUISA é mais voltadA para A produção das crianças, mais especialmente da educação infantil. Irá se estabelecer uma relação entre o desenho feito na sala de aula e a aprendizagem adquirida através dele pelas crianças. Segundo Iavelberg, (2006: p.73) “O aprendizado do desenho é bastante favorecido quando as crianças podem observar como os colegas resolvem problemas de desenho para desenvolver seus trabalhos pessoais.”.

A partir dessa afirmação pode-se tentar discutir sobre a importância desse mecanismo no meio educacional. Em sua totalidade o desenho apresenta aspectos relevantes para que haja um aprendizado significativo nas crianças. Podemos enumerar três saberes que se desenvolvem na criança, são eles: saberes cognitivos, procedimentais e qualitativos. Os saberes cognitivos podem ser altamente desenvolvidos, como por exemplo, a diferenciação das cores, do tempo, espaço, treinar a coordenação viso motora, despertar a criatividade, descobrir e apreciar valores, adquirir atitudes de cooperação e de iniciativa, hábitos de disciplina e concentração no trabalho, expressar suas vivências através do desenho, sem contar na troca de experiências que torna ainda mais rica essa aprendizagem.       

A maneira como o profissional da educação encaminha esse fazer artístico na criança, a partir da motivação pessoal, de idéias, escolha do tema e materiais a serem trabalhados pode ser a força que impulsiona o interesse em alguma área do conhecimento, desenvolvendo seu lado estético e criador.

“Esse pensamento mais particularizado sobre o desenho veio sendo mais difundido entre os construtivistas” (Cavalcanti, 1995), que relacionam o processo de aprendizagem com o desenho para que haja uma construção maior do conhecimento pelos pequenos. Dessa maneira não é desejo da pré-escola formar artistas, mas sim tentar buscar cada vez mais o desenvolvimento das habilidades e a procura de soluções próprias para problemas que as próprias crianças aprenderão a resolver na sala de aula. (Faria, 2007)

De acordo com Iavelberg, se faz necessário no cotidiano escolar, oficinas criadoras onde as crianças possam trabalhar no seu próprio desenho de uma forma particular, onde cada criança poderá mostrar seu potencial criador. Cabe ao professor [...] “acompanhar o que cada um está fazendo as dificuldades que tem, do que necessita, a observar o grupo como um todo, além de promover entre as crianças a troca de experiências e o auxilio mútuo enquanto desenham.” (Iavelberg, 2006.p 81).

O professor tem papel fundamental nesta atividade, quando este disponibiliza esse tipo de atividade está incentivando o diálogo, a percepção, e a criatividade de cada criança, aspectos fundamentais para um bom aprendizado. Segundo Gobbi (2007, p.122),

 

“O desenho, ao ser considerado sem metas, inibe a colocação do mesmo com fins de avaliação do processo de desenvolvimento psíquico da criança, o que engessa a prática do desenho, tanto pela criança quanto pelo adulto naquilo que ele passa a impor como molde a ser seguido e com isso enquadrando sua criação.”

 

O desenho na criança deve ser cultivado, muito mais do que é feito nas salas de aula, a criança não trabalha só com as mãos no processo criador, mas sim com o corpo, canta, fala é um prazer imensurável que os pequenos realizam quando desenham. Não se pode jamais tentar enquadrar o desenho de uma criança a um modelo, um padrão, por que não existem padrões para a criatividade infantil, possibilitar descobertas e a percepção das crianças deve ser uma tarefa primordial para todo educador.

A valorização dos desenhos e seu incentivo é necessário para que ocorra uma evolução. Mas como fazer com que isso ocorra? Como influenciar a criança à aperfeiçoar seus desenhos? Como favorecer a aprendizagem da mesma?

É importante que os desenhos sejam valorizados e guardados e sempre retomados na aula com todos reunidos. Incentivar o desenho sempre buscando o aperfeiçoamento.

Buscar mostrar outras obras de outros pintores, suas multiformas, isso possibilita que a criança crie com mais facilidade. Outro fator indispensável é fazer com que a criança verbalize seus desenhos, o que significa, como chegaram até alí, quais as dificuldades encontradas. A comunicação entre os pares durante as criações é essencial, pois, é através do diálogo que poderam resolver suas dificuldades juntas.

Outro fator importante é a exercitação do desenho de imaginação ou memória, ou seja, o professor ou o próprio aluno podem propor temas que exercitem a imaginação, para assim influenciar as ações dos desenhistas. Exercitar a memória do aluno como a utilização de objetos do cotidiano ou artísticos, locais, pessoas da família, são uma ótima influência para a construção de desenhos.

Portanto, a estimulação do ato de desenhar em suas multiformas, através de atividades, oficinas, passeios, dentre outros, possibilita a criança um desenvolvimento cognitivo apurado, além de proporcionar prazer estimulando a memória, a criatividade, a imaginação, a observação, a busca por novas descobertas artísticas e pela perfeição aliados a uma boa aprendizagem.

 

Hipótese

 

Quais seriam as causas do desinteresse dos profissionais da educação na utilização do desenho na prática educativa? Seria a ausência de material para pesquisa do tema, ou de uma formação voltada para toda essa gama de novas possibilidades que o desenho pode apresentar.

 

 

Metodologia

 

Este projeto tem como fundamentação a fenomenologia. Segundo Elcie Masini [...] “caracteriza-se pela ênfase ao mundo da vida cotidiana, pelo retorno àquilo que ficou esquecido, encoberto pela familiaridade (pelos usos, hábitos e linguagem do senso comum)” (1989, p.61).

Com base na afirmação acima pode-se afirmar que a fenomenologia é o tipo de pesquisa que mais se adequou ao tema abordado no presente projeto. Por se tratar de um estudo dos fenômenos que se realizam em todos os lugares, com os mais variados sujeitos que existem fora e dentro do contexto escolar, bem como na sala de aula e no cotidiano escolar em que as crianças estão inseridas.   

Para Heidegger a atitude fenomenológica é, pois “[...] de retomar um caminho que nos conduza a ver nosso existir simplesmente como ele se mostra” (1962, p.69) Aqui ele mostra que não se faz necessário realizar um método a risca e nem se prender a procedimentos que muitas vezes distanciam o objeto de estudo. A fenomenologia é uma modalidade de compreensão e interpretação do mundo.

A fenomenologia é um enfoque que não é determinado como absoluto pronto e acabado. É sim um fazer constante, uma construção e não se cristaliza com a utilização de métodos de abordagem que se finalizam com os resultados adquiridos em si mesmos. È considerada na fenomenologia uma atitude de reflexão e uma constante análise e verificação dos métodos utilizados, para que dessa maneira a pesquisa se constitua num estudo aonde irão se obter etapas de compreensão e interpretação do objeto de estudo e também que este objeto seja interpretado de diferentes modos futuramente.  

Para realização do estudo utilizar-se-á os métodos que são relevantes para o tema proposto. O estudo de caso foi eleito como um dos métodos por sua relação com a pesquisa aqui desenvolvida. É um dos variados modos de se realizar uma pesquisa sólida. Em geral o estudo de caso se constitui na estratégia preferida quando o “como” e/ou o “porque” são perguntas centrais, tendo o investigador um pequeno controle sobre os eventos.

Um levantamento bibliográfico muito contribuirá para fundamentação, análise dos textos e livros que se relacionam com o tema. Aonde irão se buscar soluções, incidência, e eventuais dificuldades que existem na temática escolhida.

Far-se-á o uso da técnica de observação e serão aplicados questionários com questões específicas para o profissional de educação, bem como para os alunos, onde estes também poderão responder a questões referentes ao tema aqui exposto, serão aplicados com vinte alunos e com cinco professores de uma escola municipal a ser escolhida da cidade de Manaus, que atende a crianças matriculadas na educação infantil que é o foco da análise proposta.

segunda 14 setembro 2009 16:24 , em projetos para Educação Infantil


Piaget e Vigotsky

Piaget e Vigotsky

Kelly Rocha de Matos

 

Os cognitivistas e interacionistas Jean Piaget e Vigotsky possuem algumas semelhanças em suas respectivas teorias. Entretanto eles não são idênticos. Vigotsky faz uma análise apartir dos motivos que fizeram com que Piaget considerasse o egoncentrismo como a base da sua teoria, testando-os e relacionando relacionando esses fatos com as pesquisas realizadas por ele mesmo. Vigotsky considera elementar na teoria de Piaget o uso que a criança faz da linguagem que pode ser classificada em fala egocêntrica e fala socializada. Na primeira a criança não tenta se comunicar, comentando apenas o que está fazendo em voz alta. Contudo há uma discordância entre eles com relação a influência da fala egocêntrica no comportamento da criança, porque para Piaget essa fala não desempenha um papel verdadeiramente útil, enquanto Vigotsky defende a relevância desta. Os autores discordam também quando Piaget afirma que a fala egocêntrica simplesmente desaparece, contrapondo a idéia de Vigotsky o qual defende que e esta fala fica escondida, transformando-se em fala interior, com relação a fala social , para Piaget a "a fala social é representada como sendo subseqüente, e não anterior à fala egocêntrica". Para Vigotsky o desenvolvimento evolui da fala social para egocêntrica, uma vez que a "a função primordial da fala, tanto nas crianças quanto nos adulto, é a comunicação, o contato social. A fala mais primitiva da criança é, portanto, essencialmente social.” Ou seja para Vigotsky o pensamento evolui partindo do social para o individual e para Piaget parte do pensamento autístico não-verbal à fala socializada e ao pensamento lógico, através do pensamento e da fala egocêntricos"

segunda 14 setembro 2009 16:22 , em projetos para Educação Infantil


resenha sobre a linguagem matemática

I - OBRA

 

CASTERA, Maria Rosa Mira. Introdução à Linguagem Matemática. In:                                                                                                                                                                                                                 LLEIXÁ, Teresa Arribas. Desenvolvimento, Currículo e Organização Escolar. 5 ed. Porto Alegre: Arte Médica, 2004.

 

II – CREDENCIAIS DO RESENHISTA

 

Resenhado por Kelly Rocha de Matos, aluna do 4º período do curso de Pedagogia da Universidade Federal do Amazonas.

 

III - CONCLUSÕES DA AUTORIA

 

            Ao selecionar os conteúdos da Matemática é necessário respeitar a coerência interna da linguagem matemática, organizando-os previamente. Da criança considera-se seu nível de desenvolvimento e o que ela já conhece sobre a matemática, é necessário ir apresentando os conteúdos matemáticos à criança de maneira que ela consiga interpretá-los a partir dos esquemas mentais já construídos a partir de seus conhecimentos prévios. O papel do educador é orientar o processo de construção do conhecimento e desestabilizar o aluno, no sentido de ir mostrando o passo seguinte, de criar conflitos, cuja superação permita avançar nessa construção. A prática continuada de procedimentos como a observação, a experimentação direta ou indireta e a evocação é o que permitirá ao aluno continuar aprendendo. A matemática tem como um de seus mais importantes objetivos a construção de procedimentos para organizar o mundo. Quantificar a realidade já supõe aplicar critérios mais científicos de descrição e de compreensão do ambiente.

 

 

IV - DIGESTO

           

A disciplina de Matemática é um componente curricular imprescindível em todas as escolas do mundo, mas, devido ao modo como esta vem sendo ministrada acaba sendo taxada como uma matéria de difícil compreensão, e, muitas vezes, traumatizando muitas crianças, que carregam esses traumas pelo resto de suas vidas. Por isso, faz-se necessário que uma mudança urgente ocorra nos métodos utilizados para ministrar esta disciplina para tanto, o professor deve se preparar previamente, selecionando cuidadosamente os conteúdos, observando o nível de desenvolvimento da criança, o conhecimento que ela tem sobre a matemática, conhecer as características que definem o nível de desenvolvimento intelectual da criança: primazia da percepção, construção de noções a partir da ação direta e da percepção, ausência de conservação da quantidade, elaboração de ações mentais, irreversibilidade dessas ações, etc. A partir do conhecimento dos esquemas de interpretação das crianças, pode-se apresentar os conteúdos de maneira mais adequada, sem falseá-los nem infantilizá-los. O professor deve proporcionar o material mais variado possível, apresentar situações interessantes, dar o justo valor as suas interpretações, criar conflitos superáveis, estimular o raciocínio para que as crianças tenham um papel ativo na elaboração dos procedimentos e das noções matemáticas e descubram a linguagem matemática a partir de sua aplicação na vida real. Os objetos são importantes para realizar as ações matemáticas, pois a criança precisa atuar e manipular. Uma criança é ativa na construção de seu conhecimento quando é ativa mentalmente, nas relações de similitude a criança segue um caminho que vai do contraste perceptivo à abstração e generalização. A utilização de material deve ser priorizada na criança pequena. As experiências indiretas são aquelas representadas em imagens e a atividade que se propõe é interpretar ou completar graficamente. Durante a pré-escola deve-se ter um cuidado especial com o estabelecimento de noções quantitativas, é importante que elas construam as noções. A criança constrói uma série de números naturais criando e coordenando relações. Ao longo de sua aprendizagem, as crianças devem experimentar a necessidade da medida, devem conhecer os procedimentos a seguir e os instrumentos mais adequados para quantificar as diferentes magnitudes. A exploração do espaço é um aspecto que compartilha a matemática com outras áreas: a descoberta de si mesmo e a descoberta do ambiente. As noções básicas relacionadas à orientação no espaço são: orientação estática tendo o corpo como ponto de referência, orientação estática dos objetos entre sim, orientação dinâmica e orientação dinâmica dos objetos móveis. As noções básicas de distância são: perto-longe. A linguagem verbal ajuda na formação da linguagem matemática, e ambas ajudam a representar a realidade.

 

V – METODOLOGIA DA AUTORIA

 

            A autora utiliza o método dialético, recorrendo aos procedimentos históricos e interpretativos fornecidos pela pedagogia e psicologia. A modalidade é específica, técnica e descritiva. Para a coleta de dados a autora utiliza a pesquisa bibliográfica.

VI – QUADRO DE REFERÊNCIA DA AUTORIA

 

            A autora utiliza o método dialético, recorrendo aos procedimentos históricos e interpretativos fornecidos pela pedagogia e psicologia. A modalidade é específica, técnica e descritiva. Para a coleta de dados a autora utiliza a pesquisa bibliográfica.

 

VI – QUADRO DE REFERÊNCIA DO RESENHISTA

 

            O autor adota, neste trabalho, a teoria dialética e partilha do mesmo pensamento de Jean Piaget e Freinet.

 

 

VI – CRÍTICA DO RESENHISTA

           

            Trata-se de um texto em que o autor toma o cuidado de explorar e concluir os problemas que se predispôs a estudar, sem desvios ou distorções, utilizando coletas de dados por meio da pesquisa para enriquecer suas informações.

            É um texto original e significativo, pois, aborda um tema tão importante que é a matemática.

            Apresentado em um estilo simples e claro, os resultados da análise deste, permitem uma reflexão sobre a prática educacional nas escolas.

 

VI – INDICAÇÕES DO RESEHISTA

 

            Esta obra interessa a estudantes, professores, pais e a comunidade em geral. Pode ser utilizado tanto em nível de graduação como de pós-graduação, pois sua linguagem é de fácil compreensão, e o texto pode ser utilizado referência, no âmbito metodológico.

 

segunda 14 setembro 2009 16:16 , em projetos para Educação Infantil


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